No
final da estória de Parsifal, contada por Wolfram Von Eschenbach, somos
informados que Repanse de Schoye, a Virgem do Graal, se une a Feirefis, meio irmão
de Parsifal, que é um homem de sangue e raça misturados. Mais tarde na Índia,
ela dá à luz um filho chamado Preste João, que não é apenas uma pessoa, mas
o início de uma linhagem que portará esse título.
Tudo
o que Wolfram nos conta nesta frase sobre Preste João é quase nada, mas era
exatamente assim na época dos seus escritos em 1212, quando o nome de Preste João
primeiramente soou aos ouvidos dos povos da Europa. Era a época do fim das
Cruzadas, do poder dos Cavaleiros Templários, a época dos esforços para
terminar as guerras contra os Mouros e o Islam. A igreja iniciava uma força e
um poder muito menos espiritual do que temporal, acumulando imensas riquezas
vendendo absolvições aos que tinham meios suficientes para pagá-las, para
mencionar apenas um exemplo. O próprio clero tinha-se tornado um abrigo para
rufiões e criminosos conforme o relato de Peter Abelard em suas famosas cartas
a Heloísa. A Igreja Católica Romana não tinha mais um ideal, exceto pelos recém
constituídos Franciscanos e a seita dos Cátaros, onde ainda se podia
experimentar pureza, bondade e fraternidade cristã. É com este pano de fundo
que encontramos a questão do Graal e do Preste João. Foi a época da
descida da Humanidade até o ponto mais profundo da matéria, e que precedeu a
aurora da nova consciência herdada pela Renascença.
Os
povos da Europa sonhavam com a terra do Preste João, com o desejo de encontrar
o rei cristão perfeito e a terra com a ordem cristã mais primorosa. Eles
almejavam a experiência deste ideal no sentido puro e pessoal, mas também com
o fim de encontrar o modelo para os seus próprios reinos. Por necessidade,
buscavam na luta contra o Islã, uma campanha baseada em forte companheirismo,
mas nas suas buscas havia alguma coisa mais. Se tivessem refletido sobre isso,
saberiam que suas aspirações nunca poderiam ser realizadas na Terra; era a
busca da experiência do mundo espiritual. Foi exatamente esta busca que os
inspirou nas Viagens dos Descobrimentos, iluminando o Cabo da África como o
limiar das Descobertas .
A
busca pelo conhecimento do Preste João assim como a indagação de si mesmo, é
atormentador ao extremo, e é preciso contínua e cuidadosamente, separar os
fatos da fantasia e do floreamento. Talvez a pessoa consiga uma aproximação
com quem ela mais se identifica e que está intimamente conectado com o seu ser,
o rei- sacerdote Lalibela da Etiópia.
Em
Gerla Lalibela, o livro O Caminho da Vida,
possivelmente escrito pelo próprio Lalibela e descoberto neste século, na
Igreja de Maria, na cidade de Lalibela na Etiópia, - que recebeu este nome por
causa dele, - a estória de sua
vida é assim:
“Existiu
uma vez na Etiópia, um rei-sacerdote com o nome de Zagwe, que teve no decorrer
de sua vida, um filho chamado Gophre Maria e uma filha chamada Orierna. Como
segunda esposa, ele desposou Keru Worgna de Sagota, que era filha de um
sacerdote regente daquela terra. Com ela, Zagwe teve um outro filho que se dizia
ter nascido em Bugna, no vão de uma pedra. Ele recebeu o nome de Lalibela, que
traduzido significa “ele que as abelhas amam”.
Quando
Lalibela nasceu, um profeta vaticinou que no futuro ele se tornaria rei, não somente
do país de seu pai mas de muitas outras terras, incluindo o próprio Egito.
Esta profecia preocupou consideravelmente sua meia-irmã porque ela viu que o
futuro do seu real irmão deste modo estava comprometido. Foi então procurar um
mago negro que vivia numa caverna na floresta e obteve dele uma erva especial
para envenenar o irmão, evitando assim que ele se tornasse rei. Orierna colocou
o veneno na comida do irmão mas
Lalibela impulsionado por amor e não por
medo, tinha por hábito alimentar
primeiramente seu servo e seu cachorro, pois dos dois dependia
sua existência. Ambos morreram ao comer a comida envenenada e Lalibela
sentindo que ambos haviam morrido em
seu lugar, decidiu em liberdade morrer com eles.
Comeu
a comida e morreu em seguida. Foi enterrado pelos seus meio-irmãos que
perceberam com consternação que seus membros ainda estavam quentes. Assustados
pois poderiam ser responsabilizados de enterrá-lo vivo, decidiram deixar o túmulo
aberto por três dias, esperando que Lalibela morresse naturalmente. No terceiro
dia, no entanto, ele levantou-se do túmulo. Ao contrário de sentir raiva,
preenchia-o uma tristeza profunda pela atitude extrema de sua meio irmã.
Durante
quarenta anos após o acontecimento, viajou pelo mundo a cavalo. Primeiro foi a
Heliópolis no Egito, lugar para onde o
menino Jesus foi levado logo após o seu nascimento, e aprendeu ali a grande
sabedoria dos egípcios, a sabedoria do Sol Invisível que um dia assumiria a
forma terrestre e seria uma companhia para o homem. Lalibela deixou este lugar
ansiando intensamente a chegada desse Sol.
O
próximo lugar que visitou, foi a Acrópole na Grécia, a grande escola cristã
de Dionisius o Aeropagita, fundada com a ajuda e inspiração do apóstolo
Paulo. Aqui Lalibela aprendeu que o Sol Invisível já tinha efetivamente
assumido forma terrestre, tinha vivido e morrido como homem e que havia uma
grande sabedoria a ser aprendida através do Seu Ser.
Da
Grécia ele viajou à Babilônia, o lugar onde Zaratustra ensinou os homens a
distinguir o bem do mal, conhecer a ambos e saber que o mal não pode ser banido
mas deve ser ultrapassado e redimido. Ele saiu dali com a forte convicção que
o Demônio deve ser redimido.
A
última parada de sua viagem foi em Jerusalém, cidade onde prosperavam cristãos
vindos de todas as partes do mundo. Teve com eles um vivo intercâmbio antes de
ser levado, no final de sua jornada, pelo Anjo Gabriel até o rio Jordão onde
teve um batismo cristão. Enquanto a cerimônia ocorria, era como se os céus se
abrissem e Lalibela visse o propósito das experiências que ele conquistara em
sua viagem. Sentiu-se então
encarregado por Cristo da missão de construir; foi-lhe dito que três
diferentes igrejas sagradas tinham que ser construídas na terra. A primeira foi
o Arco da Aliança, construída por Moisés com uma sala de ouro, a segunda, o
Templo de Salomão, construído em madeira, mármore e pedra e a terceira agora,
seria constituída por dez igrejas que Lalibela deveria configurar nas pedras da
terra, permanecendo estas para sempre.
Então
no espaço de uma hora, Lalibela
conduzido pelos anjos encontrou-se novamente no seu próprio país. Seu irmão,
o rei, também tinha sido visitado por Cristo em sonhos que lhe pediu que
sacrificasse o trono em favor de Lalibela. Assim ele fez, tornando-se um monge.
Estava
ainda com muito medo de encontrar novamente seu irmão, mas Lalibela colocou-o
sobre seus ombros e os dois giraram juntos como se fossem uma só pessoa. Agora
era chegada a hora de reunir-se com sua esposa Makal Gebra, cujo nome significa
“aquela que possui a cruz na qual Cristo foi crucificado”. O anjo
conduziu-os a Imbeghsi, a Caverna, perto do lugar onde as igrejas seriam construídas.
Por quarenta anos Lalibela construiu aquelas igrejas; durante dez anos produziu
os instrumentos necessários para a construção e durante trinta anos ele as
construiu. Quando todas estavam concluídas, ele renunciou ao trono em favor do
seu sobrinho e tornou-se sacerdote. Passou o resto da vida na Igreja de Maria,
uma das dez que havia criado, ensinando o Cristianismo a seu povo, até que um
dia Cristo apareceu-lhe em sua glória como uma coluna de fogo e estendeu-lhe a
mão. Depois disso, um homem vestido apenas com peles visitou-o e conduziu-o ao
deserto, de onde um Anjo o levou para Warwar vindo a falecer aí.
Esta
biografia com aparência de lenda, é realmente a história da vida de Lalibela
do ponto de vista do seu desenvolvimento espiritual. A história de um grande
homem do século treze, tanto quanto se pode averiguar, aproximadamente no ano
de 1250. É um contemporâneo próximo
de São Tomás de Aquino que como ele lutou para trazer à humanidade, um
entendimento mais profundo do Cristianismo.
Se
olharmos algumas das imagens e símbolos da história da sua vida, podemos
descobrir o que atuava através dele. Quando por exemplo alguém nasce na reentrância
de uma pedra, é o sinal de que traz consigo um elevado grau de espiritualidade,
que é um grande homem. Pelo nome Lalibela “ele que as abelhas amavam” ou
“O Guardador das Abelhas”, nos é mostrado que ele pertence àquele grupo de
seres humanos que através dos tempos, em Centros de Mistério específicos no
mundo, Éfeso por exemplo, foram guardadores de abelhas tanto no sentido físico
como também no sentido de cuidar das almas humanas individuais, e da vida saudável
da comunidade à qual os indivíduos pertencem. Lalibela, como seu nome mostra,
tinha a tarefa de cuidar das almas cristãs individuais e criar uma nova espécie
de reino cristão da mais alta qualidade.
Quando
se aproxima a idade adulta, ele é
envenenado pela sua meia irmã e através deste acontecimento, acolhe o desafio
pessoal e em nome do seu povo, de transformar a herança espiritual do seu país;
de colocar em repouso aquilo que é decadente, juntando aos poucos o que pode
frutificar e ser redimido. Fazendo isto pela Etiópia, ele o fez pelo resto da
África, porque em tempos passados este
país representava o total da África.
Qual
foi este passado da Etiópia? Diz Rudolf Steiner que quando a velha Atlântida
chegou ao fim, surgiu do Oráculo de Mercúrio no sudoeste da Atlântida, uma raça
de homens formada pelo trabalho conjunto dos Espíritos da Forma, os Elohim, e
os espíritos retardatários do planeta Mercúrio. Quando nos tempos
da pós-Atlântida, se buscou um lugar na
terra para estas pessoas, a Etiópia de hoje foi escolhida como sendo o local
mais adequado, e os seus habitantes se chamaram
etíopes. Os mistérios da serpente de onde veio a irmã de Lalibela, são a
lembrança daqueles tempos. Ainda hoje, muitas tribos da África experimentam a
encarnação do seu espírito tribal na forma de uma serpente conforme retratado
em “A Criança Africana” de Camara Laye.
A
Etiópia tinha sido também consideravelmente povoada por imigrantes da Índia
que trouxeram com eles a essência da vida e cultura espiritual,
por árabes e pela rainha de Sheba, uma rainha árabe também conhecida
por Makkeda da Etiópia, e ainda por muitos judeus, particularmente no tempo de
Salomão que trouxeram com eles, até mesmo a Arca da Aliança. Tinha sido também
administrada por um certo tempo por alguns dos maiores faraós egípcios como
Hatshepsut, Ramses III e Thutmosis. No seu sono de morte Lalibela digeriu e
redimiu a boa essência de tudo isto como a semente de um novo futuro para o seu
país, e para a África.
Este
sono transportou-o numa viagem a cavalo que durou 40 anos, aos maiores centros
do desenvolvimento do mundo. Na linguagem do espírito, o cavalo é o símbolo
da inteligência. Foi com esta parte do ser que Lalibela reconheceu tudo o que
encontrou , até um grau que só um homem que está no auge da Era da Inteligência
(Razão) poderia fazer. Rudolf Steiner indica que foi somente durante o ano de
1250 que forças de clareza espiritual da mais alta ordem, puderam se incorporar
ao homem na terra.
Quando,
depois de quarenta anos de peregrinação e aprendizado, Lalibela veio para o
batismo no Jordão, existia um certo paralelo entre o seu destino e o do povo
judeu que viajou quarenta anos até à Terra Prometida, e a vida do próprio
Cristo que também peregrinou por vários centros de conhecimento,
se preparando para o seu batismo. O número quarenta é o número da
completa transformação e metamorfose quando se trata de uma
pessoa, raça ou idéia. O batismo no Jordão foi a iniciação de
Lalibela no Cristianismo, uma iniciação onde ele foi entregue à morte
e ressuscitou novamente, não pelo bastão do Hierofante como nos mistérios
pré cristãos, mas através do Anjo do Senhor como uma experiência interior. E
neste momento ele recebeu a sua missão de vida.
Podemos
admirar-nos com a ligação entre a Arca da Aliança, o Templo de Salomão e as
dez igrejas que Lalibela devia construir. Os dois primeiros, a Arca da Aliança
e o Templo de Salomão, são estruturas arquitetônicas essenciais, por um lado
para a atual encarnação do Espírito do Cristo num corpo humano, e por outro
como um lar para os Dez Mandamentos que eram destinados a formar cada alma do
povo judeu a partir do interior e a construir a verdadeira moralidade como uma
fundação para a vida cristã futura. Nas dez igrejas que juntas constituíam
também uma unidade, um tipo de dez em um, há uma certa metamorfose de tudo
isto; o que estava escondido dentro, transformou-se numa coisa exterior e foi
plantado na superfície da terra. Cada uma das igrejas continha um receptáculo
com os Mandamentos escritos em seu interior. Era também uma expressão das
palavras de Cristo em sua despedida, relembradas no Evangelho de João onde ele
diz que os Dez Mandamentos do Velho devem dar espaço para o Novo Mandamento,
que é o Amor, no qual os dez estão contidos. Pode-se dizer que a forma desta
impressionante cidade de Lalibela foi este Novo Mandamento.
O
irmão de Lalibela tinha entretanto sido visitado por Cristo num sonho e como
resultado disso, renunciou ao trono. O
gesto de Lalibela de colocá-lo em suas costas e girar com ele como um só ser,
é talvez um testemunho da sua vontade de partilhar a vida e os seus frutos
espirituais com o irmão, daí para a frente, e assim encontrar uma fraternidade
espiritual.
Um
dos elementos mais intrigantes desta biografia, é a viagem ao final, para
Warwar. Um exame deste nome, mostra
que a raiz dele está conectada com a palavra “vac” da qual Rudolf Steiner
fala como um som arquetípico criativo, a partir do qual todas as coisas seguem
em frente. Assim sendo, trata-se de uma viagem às alturas do mundo espiritual.
Esta nota ao final da vida de Lalibela acima de tudo indica a intimidade desta
conexão com o que é Joanino. Foi especialmente na experiência mística de Efésios
na qual João Evangelista no final de sua vida construiu uma parte do seu próprio
Cristianismo, que os homens experimentaram a palavra do Mundo Criador, o Logos.
No
seu ciclo de palestras sobre o Evangelho de São João, em Hamburgo, em 1908,
Rudolf Steiner fala dos sete estágios da iniciação cristã que primeiramente
chegou ao Homem pela consciência de João, e pode dirigir-nos a uma reunião
com Cristo, no Espírito. Constituem uma iniciação da vida emocional do homem
e estão claramente expressos na vida de Lalibela. É talvez isto que indica
acima de tudo a sua conexão com o ser João e o possível obscurecimento de
Lalibela pelo Preste João.
Neste
caminho de iniciação cristã, o primeiro estágio é o Lavapés. Na forma
arquetípica na vida de Cristo era um fato que vinha do conhecimento de que
embora os reinos vegetal, animal e humano ficassem abaixo do estado de
desenvolvimento da humanidade,o homem no entanto depende deles para a sua vida e
bem estar. E a partir deste conhecimento, o homem deveria desejar servi-los.
Lalibela nasceu na reentrância de uma pedra, sinal de que estava posicionado
acima deles espiritualmente. Através do seu nome Lalibela, nós o vemos como
alguém cuja tarefa é cuidar de outros e pelo fato de ele sempre ter alimentado
primeiro o cachorro e o empregado, nós achamos aqui a manifestação do
primeiro estágio do Lavapés.
O
segundo estágio é o da Purificação. Cristo sofreu-a durante a Paixão
mas também viu a necessidade de sofrer dessa forma e o fez em silêncio
e corajosamente. Lalibela suporta o seu envenenamento de uma forma similar,
lamentando apenas que sua irmã tivesse recorrido a tal procedimento.
O
terceiro estágio é o do Coroamento com Espinhos, uma das experiências do escárnio
mais cruel, que Cristo suportou porque carregava um ideal tão grande que tudo o
mais era irrelevante perante esse ideal. A vida de Lalibela nos conta que ele
também suportou um sofrimento terrível em sua viagem pelo mundo que para ele
foi insignificante perto da dimensão do ideal pelo qual ele lutou.
O
quarto estágio é o de carregar a Cruz do peso do veículo causador da Sua
destruição, da causa do Seu sofrimento, em outro sentido, do peso do seu corpo
físico. Aparentemente Lalibela não preencheu este estágio pessoalmente mas
está expresso no nome de sua esposa. “Aquela que possui a Cruz na qual Cristo
foi crucificado”. Isto não é explicado na estória. Continua um mistério,
ainda mais o Evangelho de São Mateus diz como Simão de Cyrene carregou a Cruz
para o Cristo. Será esta uma indicação de que Lalibela e sua esposa entraram
no caminho espiritual intimamente juntos?
O
quinto estágio é o da Morte Mística. Para Cristo, é o momento da mais
intensa escuridão interior e exterior, seguido pela visão do mundo espiritual
em toda a sua glória e luz. Esta foi também a experiência de Lalibela no
batismo e no momento em que a sua tarefa lhe foi dada.
O
sexto estágio é o de ser Gravada no Túmulo, a percepção de que a Humanidade
e a Terra estão num estágio do mais intenso sofrimento e da vontade de
carregarem este sofrimento com eles e por sua conta. Foi para uma caverna, um
lugar como um túmulo que Lalibela e sua esposa foram levados pelo Anjo para
começar sua tarefa de construção. Não foi para sua própria glória, satisfação
ou outras necessidades pessoais que ele construiu as igrejas mas para aliviar o
sofrimento dos homens, para ajudá-los a achar o seu caminho para o Cristo em
Sua forma verdadeira.
O
sétimo estágio é a Ascensão, a visão de tais alturas do espírito como não
pode realmente ser abarcado pela percepção e pensamento humano. Quando Cristo
apareceu acenando para Lalibela na Igreja, no final da sua vida e mais tarde
quando este foi carregado pelo Anjo de Cristo para o reino do Logos Criativo,
ele era também uma parte desta experiência.
Será
que foi aí que o povo da Europa no final da Idade Média compreendeu que em
algum lugar do mundo existia um monarca que tinha chegado a um grau tal no
Cristianismo, seguindo este caminho Joanino, que o chamaram de João e almejaram
experimentar eles próprios sua sabedoria?
Em
conclusão, se tentarmos situá-lo na estrutura da situação do mundo da época,
talvez seja relevante fazê-lo em conexão com o Caminho do Limiar dos
Cavaleiros Templários. No primeiro estágio do seu Caminho eles tinham, pode-se
dizer, que se transformar em Pedro; para saber o que significa negar para
realmente saber o que significa acreditar, e assim chegar à Fé.